sexta-feira, 8 de junho de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Maturidade!
“Quando atingimos a maturidade da razão, não nos aventuramos mais em lugares onde crescem flores raras, sob arbustos mais espinhosos do conhecimento; contentando-nos com os jardins, os prados e os campos, considerando que a vida é curta para o que é raro e extraordinário.” Nietzche
“A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura."
Lya Luft
Maturidade, como alcançá-la? Alguns afirmam que na caminhada da vida somos alcançados por ela, outros afirmam que á a soma de todas as experiências vividas; alguns ainda afirmam que é o resultado de nossas decisões e decepções. Cada um pode ter para si o significado para a maturidade, mas algo em comum deve ser reconhecido: ela traz consigo discernimento, compreensão, sabedoria e sensatez.
Às vezes não está aliada com a idade, mas sempre está de mãos dadas com a experiência. Por isso, nossas experiências, sejam positivas ou negativas, devem ser olhadas como um meio eficaz no processo de aperfeiçoamento de nossas vidas, e produzindo em nós a real esperança. Isto nos dá facilidade para a compreensão da declaração do apóstolo Paulo: “Não nos alegramos apenas com o sucesso, mas nos alegramos também nas tribulações; sabendo que elas produzem paciência; e a paciência a experiência, e a experiência produz esperança”. Romanos 5. 3, 4.
O pensador alemão estava inteiramente correto em seu raciocínio. Mas, a maturidade não pode ser alcançada simplesmente na esfera do conhecimento e das ideias, e sim, na totalidade da nossa existência. Sim, é bom aventurar-se, às vezes, é doce o sabor da incongruência. Portanto, a bela experiência da vida é muito curta para valorizarmos o que nos desvaloriza, e desvalorizarmos o que realmente nos torna valiosos.
“Tempus Fugit” (o tempo foge); lembre-se, a experiência da vida é curta, e a maturidade nos conduzirá nesta experiência de maneira que ela seja plena de sentido, não apenas para nós mesmo, mas para todos que participam dela.
O poeta, Mário Quintana, definiu claramente a importância de saber viver: “Não faças da sua vida um rascunho; poderás não ter tempo para passa-la a limpo”. Carpe diem, carpe populus at carpe Deum.
Melquisedeque de Castro
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Cristo, a nossa Páscoa!
“Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e por suas feridas fomos sarados”. Isaías 53. 5
“Porque procuram entre os mortos aquele que vive”. Lucas 24. 5
Se as duas citações sagradas supracitadas não trouxerem o real sentido da Páscoa aos nossos corações, nada mais poderá trazer. Sim, Páscoa deve nos trazer alegria, pois o que esteve entre os mortos, vive eternamente, e na sua morte e ressurreição, vivemos abundantemente. Sim, é tempo de alegria, de júbilo, de cânticos de vitória, pois Cristo, após o terceiro dia ressuscitou. É dia de celebração, pois o que nos separava do Pai, não nos separa mais, pois Cristo nos redimiu. Sim, nos alegremos, pois ele, Cristo, a nossa redenção é o nosso Supremo Pastor, e nos conduz de maneira segura na caminhada da fé em direção ao Reino Eterno.
Mas, o brado de Isaías deve ecoar, permanentemente nos ouvidos dos nossos corações; deve fazer arder a nossa alma, e tremer as nossas estruturas e confundir nosso intelecto, pois não o compreendemos, não o assimilamos, nós o odiamos, e “nenhuma beleza víamos nele para que o desejássemos”. Que bom que não depende de nós! Ele se humilhou por nós, por nós sofreu e por nós morreu; para que fossemos exaltados, vitoriosos e eternamente vivos.
É momento de reflexão da alma, sim, precisamos refletir no seu flagelo em nosso lugar e em nosso favor, para que, através disso valorizemos realmente seu sacrifício vicário. É importante refletirmos na solidão que antecipara a sua entrega; seu choro amargo, em que as lágrimas que lavavam seu rosto sagrado, converteram-se em sangue, gotas do puro e purificador sangue do Cordeiro; sim, reflitamos no brado irado e frustrado do seu povo, o mesmo povo que bradou alegremente festejando sua entrada em Jerusalém: “Hosana, Hosana, Hosana, bendito és, pois vens no nome do Senhor”; logo berravam pela sua morte: Crucifique-o, crucifique-o, crucifique-o. Precisaram de apenas cinco dias, apenas cinco dias para se decepcionarem com o Príncipe da Paz.
Seu castigo, suas dores e sua angústia trouxeram paz inesgotável aos nossos corações perturbados pelo distanciamento do Pai; seus ferimentos, suas mãos perfuradas, sua fronte castigada pelos espinhos pontiagudos nos trouxeram cura da alma. O pecado era nosso, mas ele resolveu levar sobre si, para que com suas costas sobrecarregadas pelas nossas transgressões, tivéssemos um fardo leve.
Auto entrega, esta foi sua nobre atitude, ninguém mais o faria, somente ele, poderia fazer.
Caminhou para o lugar da morte, a morada da caveira; exausto, surrado, zombado, caiu sobre seus joelhos, pois a cruz lhe pesava cruelmente; Jesus sentia o peso do madeiro e o flagelo de seu corpo, Cristo sentia o peso dos nossos pecados, e a solidão da sua alma. Mandaram alguém para ajuda-lo, não porque se preocupavam com ele, mas, não queriam que ele morresse ali, teria que ser crucificado. Não poderia ser outra morte, tinha que ser a morte de cruz; o Rei dos reis veio em humildade, nasceu em humildade, viveu em humildade e morreu em humilhação. Tudo isto para exclamar em voz súplice ao Pai: “Perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”.
A cruz esta vazia, o túmulo também se esvaziou, para que a nossa alma estivesse transbordante da sua graça, do seu amor e da sua misericórdia. Isto é a nossa Páscoa. Esta é a nossa passagem, “do império das trevas para o Reino da sua maravilhosa luz”.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Quem é você?
Quem é você?
“A viagem mais cumprida é aquela que se faz para dentro de si mesmo”.
Hammarskjöld
“A única verdade é que vivo. Sinceramente vivo! Quem sou eu? Bem, isso já é demais para mim...”. Clarice Lispector
Está aqui uma questão no mínimo complexa á ser respondida. O Reverendo Oadi Salum, em sua Obra; o “O Homem, a Imagem de Deus” relfete: “Indagação milenar que transcende tempo e espaço para chegar ao homem, nosso contemporâneo, impregnada de inquietação, pois reclama de cada indivíduo uma resposta, seja ela qual for. É irrecusável ao mesmo ponto que é inescapável”. É uma inquirição que nos persegue desde pequenos, como as clássicas peguntas: Como se chama? Quem é seu pai? O que será quando crescer? Mas, mesmo que esta inquirição nos persiga há tanto tempo, possivelmente, ainda não a conseguimos responder com exatidão.
Isso nos aponta para a viagem mais longínqua das nossas vidas, a viagem interior. Isso é fundamental, pois, é necessário que nos compreendamos a fim de compreendermos o que está ao nosso redor, as pessoas com quem convivemos e expectativa futura de nossa existência.
Na literatura temos uma definição muito clara de Miguel de Cervantes, em um fragmento de sua obra clássica, “Dom Quixote de La Mancha”, expressando a referência conceitual sobre o valor da vida e suas implicações. A definição inexata se dá quando Dom Quixote, após uma desventura, “debaixo daquele temporal de pancadaria, moído como bagaço”, em diálogo com seu amigo Pedro Alonso declara: “Quem eu sou, sei eu, e sei o que posso ser”.
Quando lemos o Salmo 139. 14: “... de modo assombroso e maravilhoso me formaste...”, podemos concluir que nossa existência é um grande mistério; e que esta viagem interior realmente está distante de terminar. Há muitos lugares inexplorados dentro de nós que precisamos conhecer. Mas, no mesmo Salmo lemos: “todos meus dias foram escritos e determinados, sem nenhum deles existir...”. Podemos não saber quem somos, mas alguém sabe: “Pois tu me conheces, sabe quando me assento e quando me levanto, e á distância esquadrinhas o meu viver”.
Podemos concluir algo diferente do que ouvimos constantemente; dizem que precisamos nos conhecer para que conheçamos a Deus, mas a realidade parece outra; só nos conheceremos a partir do conhecimento que temos do Eterno. Ele é a lente pela qual tudo o que vemos, passa ter sentido, inclusive nossa existência.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Serenidade, coragem e sabedoria.
“Concede-me, ó Deus, a serenidade para aceitar o que não posso mudar; coragem para mudar o que posso, e, sabedoria para distinguir uma da outra”. Reinhold Niebuhr
A “Oração da Serenidade” é uma das clássicas orações da contemporaneidade, isto porque fala de uma forma simples, mas profunda aos nossos corações. É impressionante como o teólogo americano Reinhold aproximou sua oração às experiências do nosso dia a dia.
Neste fragmento da “Oração da Serenidade” notamos que uma das maiores crises que temos é exatamente a dificuldade em distinguir entre as situações que podemos controlar e modificar, daquelas que não estão sob nosso controle.
Esta oração tem uma base tríplice; primeiramente pede serenidade para conviver com as situações que não estão ao seu controle; este pedido é indispensável, pois sempre estamos tentando controlar, ou, resolver o que não cabe a nós, e muitas vezes nos vemos frustrados, pois queremos controlar o que só pode ser controlado pelo Eterno Ser. Sua segunda petição é coragem para que possa modificar a realidade na qual está inserido, modificar tudo aquilo que está ao seu alcance; nesta petição notamos claramente o senso do compromisso com o bem estar comum que todos devemos ter. Logo, a terceira petição é a mais importante. Desenvolvemos naturalmente uma insuficiência em distinguir o que está ao nosso controle e tudo o que não está.
No que, realmente temos colocado toda a nossa preocupação e força? Se procuramos controlar o que nos é incontrolável, certamente nos enfraqueceremos, e notaremos que somos incapazes de ao menos desenvolver uma solução para nossos problemas. Muitas vezes perdemos tempo na tentativa de solucionarmos algo fora de nosso controle, deixando de lado o que devemos e podemos fazer. Mas, se realmente temos modificado o que cabe a nós, podemos confiar, o mais Deus fará por nós.
A oração de Reinhold pode ser um modelo para nossas orações: Senhor, nos dê serenidade para que possamos viver o presente sem nos preocupar com o futuro, desempenhando nossas funções e confiando as demais aos seus eternos cuidados. Nos dê coragem, não para encararmos nossos temores, mas para marcarmos a história fazendo a nossa parte. E, finalmente, compartilhe conosco da sua sabedoria, não apenas para distinguir as duas situações, mas, para em ambas dependermos de ti.
terça-feira, 20 de março de 2012
Sossego para a alma.
“Quando as massas começam a se debater com raiva, e a razão se obscurece, fazemos muito bem, no caso em que não estaríamos totalmente seguros pela saúde de nossa alma, abrigar-nos sob uma porta e observar o tempo”.
Nietzsche
“Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra”.
Salmo 46. 10 (NVI)
Como não reconhecer semelhanças profundas entre o ponto de vista do pensador alemão, e o fragmento Sagrado!
Mas, é intrigante o conselho do irrequieto pensador. Para Nietzsche, o segredo da saúde da alma está em não participar dos combates raivosos da sociedade. A realidade é: onde impera o descontrole, a razão desaparece. Para evitarmos o combate direto de uma sociedade egocêntrica e materialista, Nietzsche propõe uma solução sóbria: refugiar-se e esperar. Evidentemente, Nietzsche propõe a caminhada da interiorização, comum em um homem que “vivia recurvado sobre si mesmo”. A proposta de Nietzsche não é de todo corrompida, mas, é incompleta. Falta algo!
Exatamente na percepção incompleta do pensador quanto ao sossego da alma, temos a diretriz perfeita do fragmento Sagrado: “Saibam que eu sou Deus!”. A primeira parte do fragmento Sagrado, “Parem de lutar!” é exatamente a proposta de Nietzsche, mas, isso não é o bastante; é imprescindível o reconhecimento do Governo de Deus.
A expressão “Saibam que eu sou Deus” quer dizer: eu estou no controle; eu posso socorrer; eu fortaleço e eu sou a paz da sua alma em meio a maior batalha que possas enfrentar.
Onde temos buscado sossego para nossas almas? Simplesmente na interiorização proposta pelo pensador, ou na essência absoluta do cuidado divino?
Sim, é necessário em meio aos combates raivosos de uma sociedade egocêntrica, “abrigar-nos sob uma porta, e observar o tempo”, mas, indiscutivelmente, precisamos mais que qualquer outro fator reconhecer que Deus é o absoluto sossego das nossas almas.
Lembremo-nos das sábias palavras de Agostinho, Bispo de Hipona: “Senhor, criaste-nos para ti, e nosso coração permanece irrequieto enquanto não repousar em ti”.
quinta-feira, 8 de março de 2012
A origem do sossego da alma.
“Quando as massas começam a se debater com raiva, e a razão se obscurece, fazemos muito bem, no caso em que não estaríamos totalmente seguros pela saúde de nossa alma, abrigar-nos sob uma porta e observar o tempo”.
Nietzsche
“Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra”.
Salmo 46. 10 (NVI)
Como não reconhecer semelhanças profundas entre o ponto de vista do pensador alemão, e o fragmento Sagrado!
Mas, é intrigante o conselho do irrequieto pensador. Para Nietzsche, o segredo da saúde da alma está em não participar dos combates raivosos da sociedade. A realidade é: onde impera o descontrole, a razão desaparece. Para evitarmos o combate direto de uma sociedade egocêntrica e materialista, Nietzsche propõe uma solução sóbria: refugiar-se e esperar. Evidentemente, Nietzsche propõe a caminhada da interiorização, comum em um homem que “vivia recurvado sobre si mesmo”. A proposta de Nietzsche não é de toda corrompida, mas, é incompleta. Falta algo!
Exatamente na percepção incompleta do pensador quanto ao sossego da alma, temos a diretriz perfeita do fragmento Sagrado: “Saibam que eu sou Deus!”. A primeira parte do fragmento Sagrado, “Parem de lutar!” é exatamente a proposta de Nietzsche, mas, isso não é o bastante; é imprescindível o reconhecimento do Governo de Deus.
A expressão “Saibam que eu sou Deus” quer dizer: eu estou no controle; eu posso socorrer; eu fortaleço e eu sou a paz da sua alma em meio a maior batalha que possas enfrentar.
Onde temos buscado sossego para nossas almas? Simplesmente na interiorização proposta pelo pensador, ou na essência absoluta do cuidado divino?
Sim, é necessário em meio aos combates raivosos de uma sociedade egocêntrica, “abrigar-nos sob uma porta, e observar o tempo”, mas, indiscutivelmente, precisamos mais que qualquer outro fator reconhecer que Deus é o absoluto sossego das nossas almas.
Lembremo-nos das sábias palavras de Agostinho, Bispo de Hipona: “Senhor, criaste-nos para ti, e nosso coração permanece irrequieto enquanto não repousar em ti”.
A origem do sossego da alma.
“Quando as massas começam a se debater com raiva, e a razão se obscurece, fazemos muito bem, no caso em que não estaríamos totalmente seguros pela saúde de nossa alma, abrigar-nos sob uma porta e observar o tempo”.
Nietzsche
“Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra”.
Salmo 46. 10 (NVI)
Como não reconhecer semelhanças profundas entre o ponto de vista do pensador alemão, e o fragmento Sagrado!
Mas, é intrigante o conselho do irrequieto pensador. Para Nietzsche, o segredo da saúde da alma está em não participar dos combates raivosos da sociedade. A realidade é: onde impera o descontrole, a razão desaparece. Para evitarmos o combate direto de uma sociedade egocêntrica e materialista, Nietzsche propõe uma solução sóbria: refugiar-se e esperar. Evidentemente, Nietzsche propõe a caminhada da interiorização, comum em um homem que “vivia recurvado sobre si mesmo”. A proposta de Nietzsche não é de todo corrompida, mas, é incompleta. Falta algo!
Exatamente na percepção incompleta do pensador quanto ao sossego da alma, temos a diretriz perfeita do fragmento Sagrado: “Saibam que eu sou Deus!”. A primeira parte do fragmento Sagrado, “Parem de lutar!” é exatamente a proposta de Nietzsche, mas, isso não é o bastante; é imprescindível o reconhecimento do Governo de Deus.
A expressão “Saibam que eu sou Deus” quer dizer: eu estou no controle; eu posso socorrer; eu fortaleço e eu sou a paz da sua alma em meio a maior batalha que possas enfrentar.
Onde temos buscado sossego para nossas almas? Simplesmente na interiorização proposta pelo pensador, ou na essência absoluta do cuidado divino?
Sim, é necessário em meio aos combates raivosos de uma sociedade egocêntrica, “abrigar-nos sob uma porta, e observar o tempo”, mas, indiscutivelmente, precisamos mais que qualquer outro fator reconhecer que Deus é o absoluto sossego das nossas almas.
Lembremo-nos das sábias palavras de Agostinho, Bispo de Hipona: “Senhor, criaste-nos para ti, e nosso coração permanece irrequieto enquanto não repousar em ti”.