domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Maturidade!
“Quando atingimos a maturidade da razão, não nos aventuramos mais em lugares onde crescem flores raras, sob arbustos mais espinhosos do conhecimento; contentando-nos com os jardins, os prados e os campos, considerando que a vida é curta para o que é raro e extraordinário.” Nietzche
“A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura."
Lya Luft
Maturidade, como alcançá-la? Alguns afirmam que na caminhada da vida somos alcançados por ela, outros afirmam que á a soma de todas as experiências vividas; alguns ainda afirmam que é o resultado de nossas decisões e decepções. Cada um pode ter para si o significado para a maturidade, mas algo em comum deve ser reconhecido: ela traz consigo discernimento, compreensão, sabedoria e sensatez.
Às vezes não está aliada com a idade, mas sempre está de mãos dadas com a experiência. Por isso, nossas experiências, sejam positivas ou negativas, devem ser olhadas como um meio eficaz no processo de aperfeiçoamento de nossas vidas, e produzindo em nós a real esperança. Isto nos dá facilidade para a compreensão da declaração do apóstolo Paulo: “Não nos alegramos apenas com o sucesso, mas nos alegramos também nas tribulações; sabendo que elas produzem paciência; e a paciência a experiência, e a experiência produz esperança”. Romanos 5. 3, 4.
O pensador alemão estava inteiramente correto em seu raciocínio. Mas, a maturidade não pode ser alcançada simplesmente na esfera do conhecimento e das ideias, e sim, na totalidade da nossa existência. Sim, é bom aventurar-se, às vezes, é doce o sabor da incongruência. Portanto, a bela experiência da vida é muito curta para valorizarmos o que nos desvaloriza, e desvalorizarmos o que realmente nos torna valiosos.
“Tempus Fugit” (o tempo foge); lembre-se, a experiência da vida é curta, e a maturidade nos conduzirá nesta experiência de maneira que ela seja plena de sentido, não apenas para nós mesmo, mas para todos que participam dela.
O poeta, Mário Quintana, definiu claramente a importância de saber viver: “Não faças da sua vida um rascunho; poderás não ter tempo para passa-la a limpo”. Carpe diem, carpe populus at carpe Deum.
Melquisedeque de Castro
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Cristo, a nossa Páscoa!
“Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e por suas feridas fomos sarados”. Isaías 53. 5
“Porque procuram entre os mortos aquele que vive”. Lucas 24. 5
Se as duas citações sagradas supracitadas não trouxerem o real sentido da Páscoa aos nossos corações, nada mais poderá trazer. Sim, Páscoa deve nos trazer alegria, pois o que esteve entre os mortos, vive eternamente, e na sua morte e ressurreição, vivemos abundantemente. Sim, é tempo de alegria, de júbilo, de cânticos de vitória, pois Cristo, após o terceiro dia ressuscitou. É dia de celebração, pois o que nos separava do Pai, não nos separa mais, pois Cristo nos redimiu. Sim, nos alegremos, pois ele, Cristo, a nossa redenção é o nosso Supremo Pastor, e nos conduz de maneira segura na caminhada da fé em direção ao Reino Eterno.
Mas, o brado de Isaías deve ecoar, permanentemente nos ouvidos dos nossos corações; deve fazer arder a nossa alma, e tremer as nossas estruturas e confundir nosso intelecto, pois não o compreendemos, não o assimilamos, nós o odiamos, e “nenhuma beleza víamos nele para que o desejássemos”. Que bom que não depende de nós! Ele se humilhou por nós, por nós sofreu e por nós morreu; para que fossemos exaltados, vitoriosos e eternamente vivos.
É momento de reflexão da alma, sim, precisamos refletir no seu flagelo em nosso lugar e em nosso favor, para que, através disso valorizemos realmente seu sacrifício vicário. É importante refletirmos na solidão que antecipara a sua entrega; seu choro amargo, em que as lágrimas que lavavam seu rosto sagrado, converteram-se em sangue, gotas do puro e purificador sangue do Cordeiro; sim, reflitamos no brado irado e frustrado do seu povo, o mesmo povo que bradou alegremente festejando sua entrada em Jerusalém: “Hosana, Hosana, Hosana, bendito és, pois vens no nome do Senhor”; logo berravam pela sua morte: Crucifique-o, crucifique-o, crucifique-o. Precisaram de apenas cinco dias, apenas cinco dias para se decepcionarem com o Príncipe da Paz.
Seu castigo, suas dores e sua angústia trouxeram paz inesgotável aos nossos corações perturbados pelo distanciamento do Pai; seus ferimentos, suas mãos perfuradas, sua fronte castigada pelos espinhos pontiagudos nos trouxeram cura da alma. O pecado era nosso, mas ele resolveu levar sobre si, para que com suas costas sobrecarregadas pelas nossas transgressões, tivéssemos um fardo leve.
Auto entrega, esta foi sua nobre atitude, ninguém mais o faria, somente ele, poderia fazer.
Caminhou para o lugar da morte, a morada da caveira; exausto, surrado, zombado, caiu sobre seus joelhos, pois a cruz lhe pesava cruelmente; Jesus sentia o peso do madeiro e o flagelo de seu corpo, Cristo sentia o peso dos nossos pecados, e a solidão da sua alma. Mandaram alguém para ajuda-lo, não porque se preocupavam com ele, mas, não queriam que ele morresse ali, teria que ser crucificado. Não poderia ser outra morte, tinha que ser a morte de cruz; o Rei dos reis veio em humildade, nasceu em humildade, viveu em humildade e morreu em humilhação. Tudo isto para exclamar em voz súplice ao Pai: “Perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”.
A cruz esta vazia, o túmulo também se esvaziou, para que a nossa alma estivesse transbordante da sua graça, do seu amor e da sua misericórdia. Isto é a nossa Páscoa. Esta é a nossa passagem, “do império das trevas para o Reino da sua maravilhosa luz”.