A origem do sossego da alma.
“Quando as massas começam a se debater com raiva, e a razão se obscurece, fazemos muito bem, no caso em que não estaríamos totalmente seguros pela saúde de nossa alma, abrigar-nos sob uma porta e observar o tempo”.
Nietzsche
“Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações, serei exaltado na terra”.
Salmo 46. 10 (NVI)
Como não reconhecer semelhanças profundas entre o ponto de vista do pensador alemão, e o fragmento Sagrado!
Mas, é intrigante o conselho do irrequieto pensador. Para Nietzsche, o segredo da saúde da alma está em não participar dos combates raivosos da sociedade. A realidade é: onde impera o descontrole, a razão desaparece. Para evitarmos o combate direto de uma sociedade egocêntrica e materialista, Nietzsche propõe uma solução sóbria: refugiar-se e esperar. Evidentemente, Nietzsche propõe a caminhada da interiorização, comum em um homem que “vivia recurvado sobre si mesmo”. A proposta de Nietzsche não é de todo corrompida, mas, é incompleta. Falta algo!
Exatamente na percepção incompleta do pensador quanto ao sossego da alma, temos a diretriz perfeita do fragmento Sagrado: “Saibam que eu sou Deus!”. A primeira parte do fragmento Sagrado, “Parem de lutar!” é exatamente a proposta de Nietzsche, mas, isso não é o bastante; é imprescindível o reconhecimento do Governo de Deus.
A expressão “Saibam que eu sou Deus” quer dizer: eu estou no controle; eu posso socorrer; eu fortaleço e eu sou a paz da sua alma em meio a maior batalha que possas enfrentar.
Onde temos buscado sossego para nossas almas? Simplesmente na interiorização proposta pelo pensador, ou na essência absoluta do cuidado divino?
Sim, é necessário em meio aos combates raivosos de uma sociedade egocêntrica, “abrigar-nos sob uma porta, e observar o tempo”, mas, indiscutivelmente, precisamos mais que qualquer outro fator reconhecer que Deus é o absoluto sossego das nossas almas.
Lembremo-nos das sábias palavras de Agostinho, Bispo de Hipona: “Senhor, criaste-nos para ti, e nosso coração permanece irrequieto enquanto não repousar em ti”.
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